Galera, mais um fruto do post Que tal virar um autor do Blog?. Esse é do @rafaelbiscaro. Acompanhem, ficou muito bom!
“Tudo é tão pequeno afinal…tudo é tão pequeno afinal…”
A questão ambiental é transversal e perpassa por todos setores da organização da sociedade, prender a complexidade na pasta “meio ambiente” seria um “crime” ao desenvolvimento de eficiências ambientais.
Podemos afirmar que deixamos de cometer esse “crime” em grande parte das políticas implementadas pelo governo Lula, porém a implementação de políticas ambientalmente responsáveis e eficientes no desenvolvimento do PAC (Programa de aceleração do crescimento) ainda é um desafio ao modelo de crescimento adotado pelo governo.
As campanhas ambientais tem papel vital para mostrar ao governo alternativas de desenvolvimento e expressar a vontade de estabelecer um modelo de desenvolvimento ambientalmente sustentável, socialmente justo e economicamente viável. Porém, apesar de vitais, as campanhas ambientais tem limites claros, ao pedirmos para as pessoas apagarem as luzes, por exemplo, estamos conscientizando a população e tal atitude tem um claro papel educador e instrutivo voltado para a lógica do pensar global e agir localmente, pratica que defendo com entusiasmo, mas fica evidente que não atingimos o modelo de desenvolvimento proposto pelo governo e tão pouco pressionamos de maneira efetiva os governantes. Tal exemplo evidência outra lacuna das campanhas ambientais, atingir apenas a ponta do problema sem aprofundar os debates frente as questões ambientais.
Tais limites de atuação das mobilizações ambientais parecem resumir o debate ambiental a pequenas transformações cotidianas e acabam por configurar grandes debates em pequenas mudanças de hábito.
Claro que mudanças de hábito são importantes, mas porque não estimulamos e cobramos o debate ambiental com o rigor que cobramos o debate econômico e o debate social, tudo é tão pequeno frente à necessidade humana de viver em harmonia por que não dizer em clímax com a natureza. Pense nisso e ultrapasse os limites, tudo é tão pequeno afinal.
Rafael Henrique Biscaro fez 2 (dois) anos do curso de História e atualmente cursa Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo (USP) é filiado e militante do Partido Verde desde 2005 e fundador-coordenador do Projeto Universos em São Paulo.





























Publicado por Diêgo Lôbo em 17/10/2009 às 22:22 r r
Rafael, tinha de ser o primeiro a comentar. Muito bom o post, retrata bem a realidade do nosso país hoje que, como você disse, apesar de começar a atentar a questões ambientais, ainda as submete ao dito desenvolvimento econômico. O que pra mim é uma extrema burrice, falta de visão sistêmica, já que é, justamente, o desenvolvimento com sustentabilidade que vai garantir, no futuro, liderança econômica. Acho que o país precisa de uma pessoa que tenha essa percepção e que nos leve à uma posição de liderança mundial em desenvolvimento sustentável.
Também concordo quando diz sobre a superficialidade que discutimos essas temáticas. Se formos analisarmos, países europeus, por exemplo, estão há anos luz da gente… eles já perceberam que é necessário preservar, reciclar, reduzir… e estão fazendo! Resta saber quando nós, pobres brasileiros, teremos essa percepção.