Pessoal, achei um blog muito legal: “Sustentabilidade é Acção“, da Manuela Araújo, portuguesa, Eng. Química e Arquiteta, que se interessa pelos assuntos das mudanças climáticas. E, por achar tão interessante e refletir exatamente o que penso, vou usar esse post aqui.
Aproveito, também, para elogiá-la e espero que cada um de nós se espelhe no seu exemplo.

“Não, se eu puder fazer alguma coisa, farei!”
“Não tenho qualquer formação na área da meteorologia ou da climatologia que me permita fazer qualquer juízo sobre quais os modelos climáticos mais correctos para descrever o que se passa ou o que se prevê para o clima da Terra.
Talvez porque haja muito pouca gente que perceba realmente de climatologia e de meteorologia, é difícil para as pessoas comuns entenderem se há ou não aquecimento global.
Nem cientistas de áreas diferentes (da química, da biologia, da matemática,…), e por si só, o entenderão em profundidade. E com tanta informação contraditória, pior ainda.
De modo que, o assunto das alterações climáticas e do aquecimento global, parece que se tornou em arma de arremesso, em assunto político e religioso. Admito a dificuldade de discutir aquilo de que não se sabe ou percebe, mas é pena que assim seja.
Apesar do início da contestação à teoria do aquecimento global ter sido devido aos esforços da GCC – Global Climate Coalition (formada em 1989 para se opor aos relatórios do IPCC, e que reunia algumas das maiores empresas dos sectores petrolífero, automóvel e do carvão), não afirmo que os cientistas que para eles trabalharam e outros, que desligados da GCC, põem em causa o aquecimento global não sejam sérios. Como já disse, esta é uma ciência sujeita a muitas incertezas.
Mas tal como se devem respeitar as teorias dos que consideram não haver qualquer problema com o aquecimento global, também estes se deviam abster de considerações. A não ser que chamar farsa ao 4º relatório do IPCC não seja ofensivo…
Assumo que acredito nas teorias e previsões que indicam que estão a ocorrer alterações climáticas e aquecimento global, e que nos colocam um cenário futuro pouco atractivo.
A escolha antagónica seria a de acreditar nas teorias e previsões daqueles que dizem que não há aquecimento global, ou que se o há, não tem origem antropogénica ou, mesmo que seja provocado pela actividade humana, nada de mal se passará por isso.
Também podia ficar confusa com as opiniões divergentes e nem sequer me preocupar com o assunto, tipo “outros que pensem nisso”!
Como disse, escolhi e escolho a primeira hipótese. Não por sabedoria ou conhecimentos científicos, mas certamente que não por uma questão de religiosidade ou fanatismo ambientalista.
Não me integro nesses grupos. É tão-somente uma questão de bom senso, acho eu.
E penso que não ando mal acompanhada pois é muito maior o número de cientistas que afirmam com grau de certeza considerável que o planeta está a aquecer, que uma parte desse motivo é de origem antropogénica, e que esse aquecimento põe em risco o equilíbrio do planeta, do que os que afirmam o contrário.
Não há como evitar certas evidências: os glaciares estão a recuar, os icebergues a derreter cada vez mais depressa, o Árctico a descongelar, a Gronelândia e as montanhas de todo o planeta têm cada vez menos gelo ou neve.
Não há dúvida que a concentração de CO2 na atmosfera é agora muito superior à que existia antes da revolução industrial.
Está mais que comprovado que o CO2 é um gás com efeito de estufa. Também não é difícil entender que as actividades humanas emitem grande quantidade de gases com efeito de estufa; basta saber a reacção química que ocorre nos motores de combustão dos nossos automóveis, ou que ocorre nas centrais térmicas a carvão ou a derivados do petróleo!
Também é lógico que, ao desflorestar maciçamente, se está a reduzir substancialmente a capacidade de absorção de CO2 da atmosfera pelas árvores.
E se mesmo assim me restassem dúvidas, que opção seria essa a de ficar de braços cruzados à espera de ver o que acontece?
Talvez nunca venha a saber, talvez esses desequilíbrio e mudanças mais drásticas não aconteçam no meu tempo de vida.
E se acontecerem, pode ser que não atinjam cá o meu cantinho.
Mas, e as gerações futuras?
Estamos dispostos a deixá-los correr o risco sem nada fazermos?
É justo que sejam eles a pagar a factura?
Não, eu não quero ficar como o sapo numa tina a aquecer lentamente, e a não conseguir saltar fora porque já é tarde de mais. Não, se eu puder fazer alguma coisa, farei!”
Manuela Araújo
http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com/
E aí, pessoal, e vocês, o que pensam?
E não deixem de passar lá no seu blog, vale a pena!



























Publicado por Pedro Witchs em 10/07/2009 às 01:21
Uia, que legal o blog e os textos dela!
Que bom que tem mais pessoas assim divulgando essas ideias pelo mundo. Não podemos desistir de tentar modificar o impacto da nossa presença aqui na Terra *—*
Publicado por Manuela Araújo em 10/07/2009 às 08:25
Caros colegas destas andanças do ambiente e da blogosfera:
Muito obrigada por terem colocado aqui o texto lá do blogue. Fiquei bem contente com isso. E tenho que agradecer também ao meu amigo Ferreira-Pinto que fez a revisão do texto e deu os toques finais.
Espero que cada vez mais pessoas se interessem pelo tema do ambiente, para ver se ajudamos a melhorar o planeta.
E a vossa juventude promete.
Mais uma vez, parabéns pelo vosso blog.
Publicado por Marina em 10/07/2009 às 21:26
Diêgo,
Parabens por este trabalho, quanto ao artigo nos devemos buscar o entendimento destas “coisas”, termos cientificos que muitos desconhecem mas que fazem muita diferença na vida, devemos expalhar nossos conhecimentos, trabalhando em rede, não por um futuro comum, mas por um presente comum.
Abraços
Marina (www.ambientedomeio.com)
Publicado por Diêgo Lôbo em 11/07/2009 às 00:23
Obrigado, Manuela e Marina.
Primeiro, se depender da gente, mais e mais pessoas vão perceber a importância da temática. Vou continuar mandando e abusando a todos para que venham aqui, não ligo por ser taxado como Eco-chato.
Sim, Marina, concordo contigo… Mas o que quis dizer é que é difícil saber em quem confiar, entende?
Se não entendo tal assunto/termo, faço uma pesquisa na internet, mas quem me garante que é verdadeiro aquilo? Se há grande discordância entre os próprios cientistas, como ficamos nós?
Sei que é uma questão de bom senso, mas, quando se especifica o assunto, complica pra gente.
Mas, no que soubermos e pudermos levar a uma explicação, estaremos aqui.
Obrigado pela visita, e que possamos ser parceiros nessa grande empreitada.