Sting e outros artistas pedem um acordo de clima justo e eficiente

Minutos antes de subir ao palco da Chácara do Jóquei, para se apresentar no festival Natura Nós About Us, no domingo, 22 de novembro, em São Paulo, o cantor Sting aderiu a campanha TicTacTicTac, para persuadir os líderes mundiais a assinarem um novo acordo global de clima justo e eficiente durante a 15ª Conferência das Partes (COP-15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, que será realizada em dezembro em Copenhague (Dinamarca).Jason Mraz, Lenine, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Sandy e Júnior Lima também incluíram os seus nomes no abaixo-assinado da Campanha TictacTicTac.

Sting - A assinatura do inglês ocorreu logo após seu encontro com o líder indígena Raoni. Sting, que em 1989 fundou a Rainforest Foundation, deu declarações pedindo que o governo brasileiro ouça os povos indígenas sobre a construção da usina hidrelétrica Belo Monte.

Jason Mraz, Sandy e Júnior Lima – Adepto de diversas campanhas ambientais, o norte-americano Jason Marz ao aderir à campanha TicTacTicTac citou a importância de apoiar projetos de conscientização tanto globais como locais. O cantor fez a sua parte e conquistou a assinatura dos brasileiros Sandy e Júnior Lima, que realizaram uma visita ao seu camarim. Sandy também subiu ao palco da Chácara do Jóquei para cantar a faixa Lucy junto com Jason.

Lenine, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes - O cantor e compositor pernambucano Lenine, o primeiro a aderir ao abaixo-assinado, afirmou que são necessárias ações urgentes para salvar o nosso planeta. Já o baiano Carlinhos Brown comentou do desafio de “traduzir” informações sobre mudanças climáticas para o público comum. Arnaldo Antunes também aderiu à campanha TicTacTicTac depois da sua apresentação de domingo.

Público – Enquanto os artistas aderiam ao movimento atrás do palco, a equipe do WWF-Brasil percorria o evento colhendo assinaturas do público presente. No estande da organização também era possível conhecer mais sobre a questão climática e participar de mobilização como o Vote pelo Planeta – uma ação na qual é possível registrar seu voto pelo planeta em um mapa mundi produzido em parceria com o Google.

Participe você também

Coordenado pela Campanha Global de Ações pelas Mudanças Climáticas (GCCA, na sigla em inglês), o movimento TicTacTicTac é uma coalizão inédita entre diversas organizações da sociedade civil, como WWF-Brasil, Greenpeace, Oxfam e Vitae Civilis, além de lideranças sindicais, empresariais e religiosas.

Para fazer parte do maior movimento mundial para pedir decisões concretas no combate ao aquecimento global e amenizar os efeitos das mudanças climáticas, basta assinar o manifesto da Campanha TicTacTicTac no site oficial ou no das organizações parceiras.

Técnicas de convivência com o semiárido

Galera, primeiro peço desculpa pela demora, entretanto, afirmo que foi por uma boa causa. Acabo de chegar de viagem, estava em Valente, semiárido baiano, desenvolvendo um trabalho realizado pela CESE, o Intercâmbio sobre Água, já falei dele por aqui. Pois então, esta cidade faz parte da chamada Região Sisaleira, devido a produção do sisal, uma planta, que após o beneficiamento, é destinada, principalmente, a indústria cordas, tapetes, etc. Porém, o que mais nos chama atenção sobre a região, é o modo como eles lidam com a falta de água. Como disse, é no semiárido, no sertão, onde chove muito pouco. Umas das coisas bem legais, e que eu mais gostei, é sobre a educação de convivência (acho que o nome não é esse, tou inventando rs). Que é aquilo de aprender as coisas com interdisciplinariedade, ou seja, não é aprender história e biologia por aprender, eles aprendem de forma que aquilo seja enriquecedor ao modo de vida que eles levam. Por exemplo, na própria escola mantém-se uma horta, de responsabilidade dos estudantes, e para o seu consumo.

Outra coisa, é Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semi-Árido: Um Milhão de Cisternas Rurais – P1MC, da Articulação no Semi-Árido (ASA). Criado e implementado desde 2003 pela sociedade civil, o P1MC vem trazendo água, liberdade e cidadania para o povo do Semi-Árido. E não só na criação das cisternas, mas de toda uma articulação e rede de sociedades que são criadas.

Gente, são projetos bem interessantes, bacana mesmo. E é tanta coisa que não posso – nem tenho conhecimento – de falar sobre todos. Então, vou deixar os links para quem se interessar em buscar mais informações e, de antemão, afirmo que são através desses projetos, não assistencialistas, mas com objtivo de fortalecer as populações e movimentos populares, que nasce a possibilidade de mudança do país.

Então, entre parceiros, executores, e tantas outras organizações onde podem ter informações, são:

E tantas outras, galera… Mas acho que já dá pra começar por aí.


Workshop de Desenvolvimento Sustentável e Energias Alternativas

Ontem, 13, participei do 1º Workshop de Desenvolvimento Sustentável e Energias Alternativas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – IFBA, lugar que passei 5 anos de minha vida, ainda como CEFET-BA.  Acho que, antes de tudo, tenho que falar de minha infelicidade com a não participação da ex-ministra e senadora Marina Silva no evento, como prometido.  Segundo os organizadores, em notícia divulgada na noite anterior ao evento, a agenda da senadora estaria sofrendo modificações devido a sua campanha à presidência. Bem, me pergunto se souberam disso na noite da Quinta mesmo ou já sabiam e queriam continuar com a propaganda “Workshop com a Marina Silva”. Mas, vou deixar de lado todas minhas críticas – que foram muitas – e tentar pôr meu lado RP fora deste post. Também, como ela não foi, acabei só participando pela manhã, nas mesas: Fomento de projetos sustentáveis na Bahia e Papel da comunicação no incentivo ao Desenvolvimento Sustentável.

Vou resumir rapidamente. No primeiro, o Dep. e Secretário Estadual de Planejamento, Walter Pinheiro, destacou as potenciliadades do DS no semiárido baiano com o uso dos recursos do nosso Velho Chico. Quando o fiz uma pergunta sobre essa discussão da implantação de uma usina nuclear na Bahia, me pareceu que ele não queria falar muito do assunto, foi um pouco infático ao dizer que sim, que é uma discussão válida trazer essa usina à Caetité, grande produtor de urânio do país e que casos como Chernobyl  são isolados e tals…

Na segunda mesa, até a sociedade da informação de Castells apareceu (rsrs). O Júlio Rocha (foto), diretor do INGÁ, falou sobre a importância da internet como ferramenta de uma educação ambiental e algumas estratégias que foram feitas pela instituição para atingir diversos públicos, além de estabelecer o diálogo com comunidades tradicionais. O prof. Eduardo Marinho, do IFBA, também infatizou a questão da educação ambiental, numa informação nova para mim: A Década para Educação paro o Desenvolvimento Sustentável, estabelecida pela ONU, nos anos de 2005 a 2014.

Bem, eu parabenizo a secular instituição pelo evento, mas ratifico que tanto tempo de ensino e pesquisa deveria resultar num pouco mais de respeito e compromentimento com os participantes. Mas… foi um bom evento!

A hidrelétrica que não viu a floresta

Este é um livro que conta a triste e revoltante história da Usina Hidrelétrica de Barra Grande, em Anita Garibaldi/SC, na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Triste e revoltante, pois foi contruída em cima de um Estudo de Impactos Ambientais (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) mentirosos, uma verdadeira FRAUDE.

Esse EIA/RIMA omitiu a existência de remanescentes primários da floresta com araucárias. Sua construção também fez com que fosse quase extinta da natureza, a bromélia Dyckia distachya, que foi salva após uma grande operação de salvamento e com estudos genéticos que a tornaram menos vulnerável e adaptável a outros ambientes dos até então conhecidos.

Resumindo um pouco a história, os responsáveis pelo EIA/RIMA, “esqueceram” de mencionar os remanescentes da Floresta de Araucárias e assim, o IBAMA concedeu a licença ambiental prévia e, dois anos mais tarde, a licença de instalação. E quando a obra já estava quase pronta, foi solicitado ao IBAMA um pedido de supressão/eliminação das florestas a serem inundadas, que até então não existiam. Assim, a FRAUDE foi descoberta.

Diante deste fato, ONGs ambientalistas realizaram uma visita à região e, constatando a gravidade da situação, a Federação de Entidades Ecologistas Catarinenses e a Rede de ONGs da Mata Atlântica impetraram, em setembro de 2004, uma ação civil pública na Justiça Federal de Florianópolis(SC), na tentativa de reverter esta absurda situação.

A briga na justiça teve vários episódios, mas como a liminar nunca foi concedida, o IBAMA acabou emitindo em junho de 2005, a licença de operação da hidrelétrica, sem que a ação tivesse sido julgada. E assim, a Usina Hidrelétrica de Barra Grande entrou em funcionamento em 1º de Novembro de 2005.

Contudo, é revoltante, um órgão respeitável como o IBAMA cometer um deslize imensurável como esse.

Maiores informações no site da Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí (APREMAVI), na seção Dossiê Barra Grande, onde também é possível fazer um download do livro A hidrelétrica que não viu a floresta e ver um vídeo.

Outros sites pesquisados: Esferas de Fedora e Instituto Acende Brasil

Usina Nuclear na Bahia??

Esse assunto mais uma vez é pauta dos jornais. No sábado, uma matéria com o Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, no A Tarde, ratifica esta questão, principalmente pelo estado ser o maior produtor de urânio do país. Os planos são para que duas usinas sejam implantadas até 2030 , com orçamento inicial de R$ 7 bilhões. Leia mais: A Tarde e Correio*

Ontem estavam Harlan e eu conversando sobre isso: eu, assumi uma posição contrária à implantação, afirmando que há outras inúmeras maneiras de produzir energia, através de processos bem menos perigosos ou prejudicias ao meio ambiente, devido ao descarte do lixo produzido nesse processo.  Harlan, pelo contrário, manteve uma posição um pouco mais favorável, dizendo que  a energia nuclear é tão segura como outras que já usamos e que, apesar de não estar muito informado em relação ao descarte desse material tóxico, acha viável à implementeção que, segundo ele, é bem menos impactante que uma hidroelétrica, por exemplo. É claro, também acho – e espero -  que Chernobyl é uma exceção… Mas, não tenho certeza se o Brasil é um país tão cumpridor de regras e normas assim… Vai saber!

Falando em Chernobyl, confiram um post do blog do Greenpeace Salvador, sobre uma manifestação contra à implantação de uma usina aqui.

Mas, quero saber a opinião de vocês:

Contra ou a favor de uma usina nuclear na Bahia?

Recebemos mais dois Selos

E aí, galera?

Muito alegre em dizer que nós ganhamos mais dois selos: o Prêmio Faça a Diferença, do Thiago, do Minas Ambiente e o Blogueiros unidos em prol de um mundo melhor, do Robson, do Consciência Efervescente.

Super bancana! Agradeço aos dois…

Bem, vamos as regras

selo-faça a diferençaCada blog deve fazer uma só indicação.

Vou indicar uma de minhas primeiras parceiras, a Manuela, do Sustentabilidade é Acção.

blogs-unidos-mundomelhor

Eu devo falar o que eu faço para ajudar ao meio ambiente, coisa que também já fiz no post Não faço parte do problema, faço parte da solução.

E lá vão os indicados:

Parabéns a todos!

O desafio das cidades atuais

cidade - introdução Ultimamente, enfim, consegui ter mais disposição e ideias para apresentar aqui ao blog. Às vezes (muitas delas) numa linha diferenciada que Diêgo vem fazendo – no que se refere à conscientização –, mas que se aproxima um pouco do meu referencial teórico e da minha formação, que é a Geografia.

Com o discurso ambiental em voga no mundo todo e em todas as áreas do nosso cotidiano, a cidade não poderia deixar de participar dele. Fala-se muito em buscar a sustentabilidade (ou ainda o desenvolvimento sustentável) e é nela que “recentes” tentativas mostram essa como sendo uma das principais tendências que buscam os governos, empresas e habitantes de todos os quatro cantos do planeta, especialmente das grandes metrópoles, local onde os fatos cotidianos dos que existem nela ganham maior destaque.

Hoje, mais de 85% da população brasileira vive nas cidades segundo o IBGE, e uma boa parte delas vivem nas grandes metrópoles. Falo isso porque a alta densidade gera também uma maior visibilidade aos problemas, assim, nos próximos posts vou tentar falar, um pouquinho, de alguns problemas ambientais que passam as cidades, especialmente de países como o nosso, (semi)periférico, tentando trazer temáticas relacionadas ao problemas de congestionamento, ocupação de áreas inadequadas, esgotamento de áreas verdes, crescimento do mercado imobiliário, entre outros.

Os heróis da energia

Post muito legal lá do blog do Thiago, o Minas Ambiente. É claro que há um certo exagero, não por falta de necessidade, mas pela mudança que todas essas atitudes mudariam na sociedade. Acompanhem o vídeo.

Como ser um “herói da energia”? Nesse vídeo curto e divertido, uma família acostumada com o padrão de vida consumista e insustentável descobre que economizar energia e ajudar a reduzir os impactos no meio ambiente é mais fácil do que pensavam.

Trocar as lâmpadas comuns por incandescentes, desligar os aparelhos que não estão sendo utilizados, tampar as panelas enquanto cozinha, usar escada em vez do elevador e trocar o carro por bicicleta ou transporte público são apenas algumas mudanças que a família adotou e repassa para seus amigos.

O vídeo foi produzido pela diretoria geral de energia e transporte da Comissão Européia e tem pouco mais de três minutos de duração. O desenho não tem falas, apenas imagens e som – o que torna seu conteúdo leve e fácil de ser compreendido em qualquer lugar do mundo.

fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/

Selo: Não faço parte do problema, faço parte da solução

Olá, galera…

Primeiro, gostaria de pedir desculpas pela minha ausência aqui do Blog. Muitas coisas pra fazer, além do novo projeto, uma novidade aqui pra vocês… mas que não conto agora, daqui pro fim do ano deve sair.

Mas, falemos do selo que recebemos do Robson (Consciência Efervescente), Manuela (Sustentabilidade é Acção) e Llina (Fauna do Cerrado). Agradeço muito a todos vocês, galera…

Bem, vamos às regras: responder à pergunta “O que você tem feito para preservar o meio ambiente?” e indicá-lo para sete blogs.

Acho que a principal coisa que tenho feito – e talvez a com maior impacto – é ter conseguido realizar esse meu desejo de bastante tempo, o Blog. Através dele tenho conseguido atingir as pessoas e mostrá-las que podemos fazer a diferença através de pequenos atos… Estamos crescendo, mais gente pra postar… e mais gente conhecendo o E esse tal Meio Ambiente?, o que me deixa muito feliz… É isso, mobilizar para conscientizar!

Vamos aos blogs indicados:

Ainda ser humano x natureza?

homem-natureza

Esse post fica mais para uma reflexão e discussão acerca do tema do que pra apresentar ideias prontas e acabadas sobre um tema importantíssimo, pois reflete nossa concepção e nossas atitudes frente ao mundo que se apresenta a nós, contudo é muito pouco discutido em qualquer meio, seja na universidade, na mídia, numa conversa de bar…

Então, ser humano e natureza estão em polos opostos? A natureza é externa a nós? Ela está aí somente para nos servir como recurso a fim de suprir nossas necessidades (e, nos últimos anos, desejos)? Quem, então, é maior que quem nessa hierarquia? Se for assim, será que sempre foi dessa forma?

Ou se, então, também formos natureza? O que muda nisso tudo em que vivemos hoje com os diversos problemas ambientais ocorrendo? Não está na hora de tomarmos consciência de que todo e qualquer tipo de degradação ambiental é uma forma de degradação social (e vice-versa)?

Viajem (ou não) aqui à vontade!