Sobre o Projeto Enchentes

Olá queridos leitores.

Hoje vim lhes indicar/informar sobre o Projeto Enchentes. Uma iniciativa da publicitária Cristiana Soares para organizar informações sobre as enchentes no Brasil e prestar um serviço de difusão destas informações e mobilização pública mediante a apropriação dos dados sobre enchentes. Na página do projeto, temos a seguinte descrição:

O Projeto Enchentes tem como objetivo prestar serviços de informação e de conexão entre pessoas para a ajuda de enfrentamentos de enchentes em todo o Brasil. É um projeto totalmente colaborativo e a sua participação é fundamental para a existência e continuidade dele.

Projetos como esse mostram a apropriação das redes sociais pelos usuários da Internet para um fim social e humanitário, na medida em que se cria um registro útil dos dados e reanima discussões sobre o tema, diferente do que a mídia de massa geralmente faz ao negligenciar conteúdos quando as matérias ‘esfriam’.

A participação no Projeto Enchentes é livre. Além das páginas de serviços e doações, pode-se também visualizar e colaborar com o mapa interativo das enchentes. Confira o mapa abaixo:


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Disclosure: Aquele que vos escreve já participou com dois artigos no site do Projeto Enchentes.

Blog Biologia em LIBRAS

Olá, leitores do E esse tal Meio Ambiente?! Hoje eu estou aqui para divulgar um blog que recém nasceu. Eu acredito que ele vai ter um público muito específico, mas, mesmo assim, acho que vale a pena divulgá-lo por aqui. Trata-se de um blog que criei de forma autônoma e que quero que esteja sempre ligado aqui com o nosso blog.

Meu objetivo com esse blog é registrar minhas experiências e pesquisas sobre o ensino e a aprendizagem de Biologia em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Deste modo, espero organizar as minhas e as ideias alheias a fim de contribuir para o desenvolvimento de minha prática pedagógica.

Por isso, convoco todos os leitores interessados na temática da educação em Biologia, biólogos e professores envolvidos com educação ambiental e ensino de Ciências Naturais. Com o advento da inclusão escolar, cada vez mais precisamos de professores aptos a entender um pouco mais sobre educação de surdos, língua de sinais, cultura surda…

Espero que seja proveitoso para todos nós! Fica aqui registrado o meu agradecimento a quem quiser se tornar amigo desse novo blog.

O endereço para acessá-lo é: http://biologiaemlibras.blogspot.com/

A natureza, por Milton Santos

Milton Santos

Meu post de hoje vai ser uma transcrição de uma pequena parte de uma entrevista realizada com o geógrafo baiano Milton Santos. Um grande ícone dentro da ciência geográfica, intelectual de renome internacional, bastante influente com seu pensamento critico sobre a sociedade atual. Realizou diversas pesquisas dentro da Geografia, da prática à teoria e vice-versa e um dos principais estudiosos sobre as consequências que a globalização, da forma como ela é produzida, traz ao ser humano. Não fez estudos de caso sobre a Natureza, mas a coloca num papel importante como centro de um paradigma de pensamento atual, como outros autores.

Quem quiser ganhar umas horas de sua vida, pode assistir ao documentário realizado pelo cineasta Sìlvio Tendler, Encontro com o pensamento de Milton Santos: o mundo global visto do lado de cá.

José Corrêa Leite – Professor, quero levantar uma outra contradição possível. Como se dá a relação do processo de globalização com os limites naturais? A ecologia se desenvolveu nas últimas décadas como uma crítica civilizatória que aponta cada vez mais que há limites naturais…

Milton Santos – De certo modo acabou a natureza. Bem, dizer que a natureza acabou é uma forma de provocar uma discussão mais acesa. Na realidade, a natureza, hoje, é um valor, ele não é natural no processo histórico. Ela pode ser natural na sua existência isolada, mas, no processo histórico, ela é social. Quer dizer, eu a valorizo em função de uma história. Isso já ocorria antes, mas hoje é muito mais evidente. O valor da natureza está relacionado com a escala de valores estabelecida pela sociedade para aqueles bens que antes eram chamados naturais. Hoje, quando a economia e a mais-valia se globalizam, a natureza globalizada pelo conhecimento e pelo uso é tão social como o trabalho, o capital, a política…

Por outro lado, eu tenho muito receio de uma superfetação do fator natural. Por duas razões. Primeiro, porque pode encobrir a vontade de produzir uma ideologia que nos afaste da discussão central, que é a da sociedade. Nesse caso, uma certa ecologia é um dado ideológico na produção da globalização perversa.

Uma enorme parcela da atividade intelectual, hoje, é comandada a partir de centros de poder. Por meio de seminários internacionais, prêmios oferecidos, viagens, publicações, tudo aquilo de que nós acadêmicos gostamos, as temáticas acabam sendo politicamente estabelecidas e forma-se a agenda do pensamento único, ainda que com pequenas variantes, como a necessidade de ter sempre um sujeito contra, para legitimar os 99% que estão a favor. Isto também faz parte do processo acadêmico. Veja-se o números de ONG’s que se criam e que são financiadas para mobilizar a boa vontade e o talento dos jovens, todos voltados para esse endeusamento da natureza, que inclui como slogan a crença de que a natureza sempre foi boazinha, quando frequentemente ela foi chata e perversa também. Há um papel político nisso, porque esses meninos generosos, que às vezes se dizem a vanguarda da luta por outro planeta, acabam preocupados com a mãe natureza, pura e simplesmente.

Em segundo lugar, creio que há muita coisa a ser inventada no reino chamado natural. As invenções são produto da necessidade e não o contrário. Então, imaginar que vai faltar água, fazer terrorismo com a camada de ozônio, isso realmente não me causa insônia, sobretudo porque boa parte da água é gasta com coisas desnecessárias e seu uso poderia ser racionalizado. O que me preocupa é, antes de tudo, a contribuição que um certo tipo de “ecohisteria” dá para desmanchar o entendimento do que é o mundo, atribuindo um papel muito grande ao que realmente já não existe, que é a natureza natural. Esta tem de ser discutida, mas nos termos devidos, de modo a ajudar na sua preservação. Mas a preservação não pode ganhar um aspecto religioso, e desse modo prescindir de discussão. O fato é que os agravos à natureza são, sobretudo, originários do modelo de civilização que adotamos. Será este irreversível? É esta a discussão que se impõe, para evitar ao mesmo tempo as ofensas à Terra e aos homens. Não podemos nos esquecer que, uma certa pregação ecologista-naturalista acaba por encobrir o processo de produção da globalização perversa. Por isso, os propagandistas-pregadores são largamente financiados pelos que lucram com essa globalização.

Odete Seabra – Na verdade, os chamados limites naturais não são nem limites, nem naturais…

Milton Santos – Os recursos naturais…se são naturais não são recursos, e, para serem recursos, têm que ser sociais. Mas vá dizer isso! É um problema, porque às vezes a gente desmancha os meninos que vêm nos ver. Você diz uma verdade dessas e eles saem tristes, não é? Certos partidos verdes europeus não são verdes como os nossos, porque eles estão tratando da sociedade, o ambiente é a sociedade. É diferente desse verdismo naturalista brasileiro.

SANTOS, Milton. Território e Sociedade: entrevista com Milton Santos. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000.

Capitão Planeta!

Oi pessoas, tudo bem?

Como boa parte de vocês, eu passei bons momentos de minha infância assistindo desenhos animados, de Thundercats, passando pelo He-man até o Capitão Planeta, e como bom aficionado por desenhos e por educação ambiental, sempre tive vontade de escrever sobre ele.

O Diêgo já escreveu, em julho do ano passado, um texto – Power is Yours! Go Planet!!!, sobre esse herói da nossa infância. O texto do Diêgo traz informações sobre o site oficial e também sobre a Captain Planet Foundation.

O desenho foi exibido oficialmente entre 15 de setembro de 1990 e 11 de maio de 1994, aqui no Brasil ainda é transmitido pelo Canal Futura. Capitão Planeta teve 4 temporadas e 46 episódios.

Confesso que não gosto muito de histórias com aquela “moral” no final, mas às vezes é necessário. Analisando a educação ambiental feita pelo desenho, pode se dizer que ela é um tanto melosa e romântica, mas funcionou não é? Afinal, como disse o Pedro no comentário feito sobre o texto do Diêgo, devemos um pouco, ou muito, de nossa consciência ambiental a este desenho. A batalha dos Protetores contra os vilões na defesa do planeta sempre me deixou preso no sofá.

Já estou baixando alguns episódios para usar com meus alunos, é um material antigo e não sei se vai agradar as crianças aficionadas por 3D e desenhos cheios de efeitos especiais, mas acredito que no fundo toda criança gosta de coisas simples. E não a nada mais simples que a mensagem que finalizava os episódios do Capitão Planeta, e que vou usar para terminar esse texto, me senti agora, rs.

O poder é de vocês!!

Sexta-feira: repensar a questão do lixo

 

Bem, pessoal, como estão todos? Espero que bem…

Não sei se todos sabem, mas estou num tipo de intercambio na África do Sul, o qual ficarei ate meados de Fevereiro. Por esse motivo, não tenho escrito muito aqui para o blog (mas como temos uma equipe bem bacana, estão em boas mãos). De qualquer forma, estou pensando em posts bacanas para postar aqui, ok?

Entretanto, isso não quer dizer que eu não esteja antenado das coisas que acontecem no Brasil. Vejam esse evento que vai acontecer na Sexta-feira, 22, no Porto da Barra, em Salvador. Vejam o convite feito pelo pessoal do Greenpeace Salvador:

No dia 22/01/2010 acontecerá o projeto Por do Sol no Porto da Barra e nesse mesmo dia o Grupo de Voluntários do Greenpeace estará fazendo um trabalho de sensibilização pública e conscientização sobre a importância dos oceanos, como esse projeto já vem acontecendo há alguns anos e percebemos a quantidade de lixo que fica na praia em seguida aos shows, resolvemos então nesse dia atuar em pró da causa e tentar sensibilizar a todos que ali estiver para se atenar a essa questão do lixo ir para o oceano prejudicando toda a biodiversidade.
 
Estaremos aparti das 16 horas com uma tenda verde na areia da praia do Porto e iremos até as 21horas, gostariamos de convidar você a participar conosco e ser mais um ativista em pró a natureza e poder conhecer de perto uma atividade do Grupo de Voluntários do Greenpeace e se mobilizar conosco.

É isso ai, espero que alguém vá me representar. haha

Selos Ecológicos

Recebi um e-mail informando sobre os diferentes selos ecológicos que circulam pelo mercado. Lembrei da postagem de Diêgo Lôbo sobre as propagandas ecológicas enganosas. Seguem os selos e as informações a seu respeito:

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Tragédias sócio-ambientais

A capital, Porto Príncipe, um dia após o terremoto. (REUTERS/Eduardo Munoz)

Uma vez li, infelizmente não me lembro quem escreveu, que “os problemas ambientais são, antes de tudo, um problema de classes sociais”. E não há como discordar dele.

Hoje, vemos a cada instante pela tv, pela internet, notícias da tragédia que aconteceu no Haiti, país mais pobre das Américas. Serão mais de 100 mil pessoas mortas, milhares de casas destruídas, hospitais, escolas, creches, empresas e tudo mais. Muita coisa destruída ou impossibilitada de utilização futura. A culpa de tudo isso… terremoto?? Não totalmente…

Nos belos países ricos asiáticos que se encontram sobre o “círculo de fogo do Pacífico” (área de contato entre placas tectônicas, provocando diversos tremores de terra e erupções vulcânicas) ocorrem abalos sísmicos com intensidades muito parecidas, mas a gente vê nos noticiários 100 mil mortos? Não, e não precisa discorrer muito sobre isso para explicar.

... (AP PHOTO/Jorge Cruz)

Outro exemplo que também teve bastante repercussão foi o caso do furação Katrina, que passou, dentro outros países pelos Estados Unidos (país mais rico do mundo), em especial, no estado de New Orleans. Lá – como muitos sabem, mas não todos – não é um país somente de ricos, pelo contrário, tem uma desigualdade social muito grande e um exemplo claro foi da tragédia do Katrina. A grande maioria das vítimas foram pobres e negros, cujo governo não deu nenhuma assistência para retirá-los de lá, enquanto que a parte rica da cidade toda saiu sã e salva.

Resumindo, os problemas ambientais não atingem a todos de forma igual. O badalado “aquecimento global” não vai atingir a todos de maneira igual. Terremotos, furacões, enchentes não atingem a todos de maneira igual. Somos diferentes, divididos em classes diferentes, com poderes e alternativas diferentes para reagir frente a essas adversidades. Por isso, também não vai ser a água economizada durante a escovação dos seus dentes que vai salvar o mundo… mas isso é coisa pra outro post…

De Estocolmo a Tbilisi: a ONU e a Educação Ambiental

Apesar da COP-15 ter sido um evento mal sucedido e ter tido apenas um visão econômica dos problemas ambientais, a ONU tem um papel histórico na construção da Educação Ambiental, que é possivelmente a mais eficaz solução para a crise civilizatória.

A partir da Declaração de Estocolmo, documento construído na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano – Estocolmo, 1972 – a EA passou a ser considerada como campo de ação pedagógico, adquirindo relevância e vigência internacional. Dois marcos para o desenvolvimento de uma política mundial para proteção do ambiental foram trazidos pela Conferência de Estocolmo: o primeiro, a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com sede em Nairóbi, Quênia, e o outro marco foi a recomendação de que se criasse o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA), conhecida com “Recomendação 96”, a qual sugere que “se promova a educação ambiental como um base de estratégias para atacar a crise do meio ambiente”.

Em 1975, é lançada a “Carta de Belgrado”, buscando uma estrutura global para a EA, nela é entendido como absolutamente vital que os cidadãos insistam a favor de medidas que possibilitem a construção de um modelo de desenvolvimento que não traga consequências às pessoas, este seria construído através, dentre outros mecanismos, da reforma dos processos e sistemas educacionais.

Após analise da situação ambiental da época é afirmado na Carta de Belgrado que “os recursos do mundo devem ser desenvolvidos de modo a beneficiar toda humanidade”, o que seria possibilitado através de uma “nova ética global”, onde atitudes e comportamentos de indivíduos e sociedades consoantes com o espaço de humanidade na biosfera sejam defendidos, o que possibilitaria novas abordagens para o desenvolvimento.

Em 1977, na cidade de Tbilisi, Geórgia, foi realizado um dos mais importantes eventos internacional em favor de EA. A Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, fortemente inspirada na Carta de Belgrado, elaborou princípios, estratégias e ações orientadoras em EA que são adotados mundialmente até os dias atuais.

A Declaração de Tbilisi (1977) ratificou as orientações das conferências anteriores, entendendo que a EA é resultado de diferentes disciplinas e experiências educacionais, devendo então, ser adotado um enfoque global enraizado numa ampla base interdisciplinar.

A EA, segundo a Declaração de Tbilisi (1977), deverá preparar o individuo através da compreensão dos principais problemas do mundo contemporâneo. Desta forma, proporcionar aos indivíduos e a sociedades conhecimentos necessários para desempenhar uma função produtiva que vise melhorar a vida e proteger o ambiente.

2010: Ano Internacional da Biodiversidade

Como estudante de comunicação, zeu compreendo o quão vital é esse campo à sobrevivência das organizações. Mas, além das paredes de uma empresa, os movimentos que objetivam alcançar o maior número de pessoas ao redor do mundo também devem valer-se das ferramentas comunicacionais e das possibilidades que eles abrigam.

Em 20 de dezembro de 2006, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade – International Year of Biodiversity (resolução 61/203). Com o objetivo de dar maior visibilidade à comemoração, diversos eventos acontecerão em todo o mundo ao longo do ano. Um dos primeiros foi em Curtiba, na última Sexta-feira, 08, onde estiveram presentes representantes do governo, do terceiro setor e pesquisadores que discutiram o tema Cidades e Biodiversidade, que resultará num plano de ação a ser apresentado na Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 10) da ONU, em Nagoya, Japão, em Outubro de 2010.

Fortalecida por sua rica história no domínio da biodiversidade, a UNESCO organizará vários eventos ao longo de 2010, incluindo uma exposição itinerante. Comunicar é vital: a ambição primeira dos eventos do IYB é despertar as consciências não somente sobre os fatos, mas igualmente sobre tudo aquilo que pode ser feito. Colocar em destaque experiências de sucesso na luta sustentável contra a perda da biodiversidade e pela sua preservação, fator este essencial para suscitar a nível local, nacional, regional ou internacional, o nascedouro de projetos concebidos e desenvolvidos para preservar e resgatar a diversidade do ser vivo (Conferência UNESCO para o Futuro).

Acho que é uma grande oportunidade para tomarmos parte nessa briga. As pessoas devem lutar por aquilo que acreditam, já dizia Gandhi, ou fui eu que inventei? rs.

Mas, lembrem-se, as mudanças devem começar em você… change yourself!

Veja aqui como participar.
Veja aqui os mapa de eventos.

Havia tanto pra respirar…

Há tempos que ouço Vanessa da Mata. Grande cantora brasileira. Ela parece também ser uma pessoa inteligente, consciente…

Acompanhem a música “Absurdo“, do CD  “Sim” (2007), terceiro da cantora.

Uma letra muito bacana… real e atual.

Acompanhem:

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