Esse assunto mais uma vez é pauta dos jornais. No sábado, uma matéria com o Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, no A Tarde, ratifica esta questão, principalmente pelo estado ser o maior produtor de urânio do país. Os planos são para que duas usinas sejam implantadas até 2030 , com orçamento inicial de R$ 7 bilhões. Leia mais: A Tarde e Correio*
Ontem estavam Harlan e eu conversando sobre isso: eu, assumi uma posição contrária à implantação, afirmando que há outras inúmeras maneiras de produzir energia, através de processos bem menos perigosos ou prejudicias ao meio ambiente, devido ao descarte do lixo produzido nesse processo. Harlan, pelo contrário, manteve uma posição um pouco mais favorável, dizendo que a energia nuclear é tão segura como outras que já usamos e que, apesar de não estar muito informado em relação ao descarte desse material tóxico, acha viável à implementeção que, segundo ele, é bem menos impactante que uma hidroelétrica, por exemplo. É claro, também acho – e espero - que Chernobyl é uma exceção… Mas, não tenho certeza se o Brasil é um país tão cumpridor de regras e normas assim… Vai saber!
Falando em Chernobyl, confiram um post do blog do Greenpeace Salvador, sobre uma manifestação contra à implantação de uma usina aqui.
Muito alegre em dizer que nós ganhamos mais dois selos: o Prêmio Faça a Diferença, do Thiago, do Minas Ambiente e o Blogueiros unidos em prol de um mundo melhor, do Robson, do Consciência Efervescente.
Ultimamente, enfim, consegui ter mais disposição e ideias para apresentar aqui ao blog. Às vezes (muitas delas) numa linha diferenciada que Diêgo vem fazendo – no que se refere à conscientização –, mas que se aproxima um pouco do meu referencial teórico e da minha formação, que é a Geografia.
Com o discurso ambiental em voga no mundo todo e em todas as áreas do nosso cotidiano, a cidade não poderia deixar de participar dele. Fala-se muito em buscar a sustentabilidade (ou ainda o desenvolvimento sustentável) e é nela que “recentes” tentativas mostram essa como sendo uma das principais tendências que buscam os governos, empresas e habitantes de todos os quatro cantos do planeta, especialmente das grandes metrópoles, local onde os fatos cotidianos dos que existem nela ganham maior destaque.
Hoje, mais de 85% da população brasileira vive nas cidades segundo o IBGE, e uma boa parte delas vivem nas grandes metrópoles. Falo isso porque a alta densidade gera também uma maior visibilidade aos problemas, assim, nos próximos posts vou tentar falar, um pouquinho, de alguns problemas ambientais que passam as cidades, especialmente de países como o nosso, (semi)periférico, tentando trazer temáticas relacionadas ao problemas de congestionamento, ocupação de áreas inadequadas, esgotamento de áreas verdes, crescimento do mercado imobiliário, entre outros.
Post muito legal lá do blog do Thiago, o Minas Ambiente. É claro que há um certo exagero, não por falta de necessidade, mas pela mudança que todas essas atitudes mudariam na sociedade. Acompanhem o vídeo.
Como ser um “herói da energia”? Nesse vídeo curto e divertido, uma família acostumada com o padrão de vida consumista e insustentável descobre que economizar energia e ajudar a reduzir os impactos no meio ambiente é mais fácil do que pensavam.
Trocar as lâmpadas comuns por incandescentes, desligar os aparelhos que não estão sendo utilizados, tampar as panelas enquanto cozinha, usar escada em vez do elevador e trocar o carro por bicicleta ou transporte público são apenas algumas mudanças que a família adotou e repassa para seus amigos.
O vídeo foi produzido pela diretoria geral de energia e transporte da Comissão Européia e tem pouco mais de três minutos de duração. O desenho não tem falas, apenas imagens e som – o que torna seu conteúdo leve e fácil de ser compreendido em qualquer lugar do mundo.
Primeiro, gostaria de pedir desculpas pela minha ausência aqui do Blog. Muitas coisas pra fazer, além do novo projeto, uma novidade aqui pra vocês… mas que não conto agora, daqui pro fim do ano deve sair.
Bem, vamos às regras: responder à pergunta “O que você tem feito para preservar o meio ambiente?” e indicá-lo para sete blogs.
Acho que a principal coisa que tenho feito – e talvez a com maior impacto – é ter conseguido realizar esse meu desejo de bastante tempo, o Blog. Através dele tenho conseguido atingir as pessoas e mostrá-las que podemos fazer a diferença através de pequenos atos… Estamos crescendo, mais gente pra postar… e mais gente conhecendo o E esse tal Meio Ambiente?, o que me deixa muito feliz… É isso, mobilizar para conscientizar!
Esse post fica mais para uma reflexão e discussão acerca do tema do que pra apresentar ideias prontas e acabadas sobre um tema importantíssimo, pois reflete nossa concepção e nossas atitudes frente ao mundo que se apresenta a nós, contudo é muito pouco discutido em qualquer meio, seja na universidade, na mídia, numa conversa de bar…
Então, ser humano e natureza estão em polos opostos? A natureza é externa a nós? Ela está aí somente para nos servir como recurso a fim de suprir nossas necessidades (e, nos últimos anos, desejos)? Quem, então, é maior que quem nessa hierarquia? Se for assim, será que sempre foi dessa forma?
Ou se, então, também formos natureza? O que muda nisso tudo em que vivemos hoje com os diversos problemas ambientais ocorrendo? Não está na hora de tomarmos consciência de que todo e qualquer tipo de degradação ambiental é uma forma de degradação social (e vice-versa)?
Galera, um post do meu xará, Diego Casaes, sobre o a ação feita aqui em Salvador… Acompanhem!
Como alguns de vocês sabem, ontem foi o Dia Internacional da Ação Climática, promovido pela organização 350 e que resultou em mais de 5 mil eventos em 181 países!!!
Aqui no Brasil tivemos eventos em várias cidades, incluindo Salvador, onde reside este que vos escreve. Cerca de 60 pessoas se reunirem em frente ao Farol da Barra para formar um gigante “350 humano” (ok, não tão gigante assim) e simbolizar nossa participação na campanha global. A manifestação em Salvador foi organizada pela filial baiana da AIESEC, uma organização presente em diversos países que promove liderança e capacitação de jovens através de intercâmbio.
Explicações à parte, o evento foi bastante significativo, embora a quantidade de pessoas que participou foi menor do que se esperava. Pessoalmente, acredito que em uma cidade com aproximadamente 3 milhões de pessoas, mais indivíduos poderiam ter participado ontem, e, quem sabe, outras idéias tão interessantes quanto a do pessoal da AIESEC pudessem ter surgido?
Preciso dizer abertamente minha satisfação em relação ao grupo da organização, diga-se de passagem. Não é todo dia que se encontra gente tão animada para lutar a favor do planeta. Além disso, os créditos para a foto acima vão para a Raissa Biriba, da AIESEC-BA.
Muito ainda tem que ser feito para que o Aquecimento Global realmente vire pauta aqui no Brasil. Vejo que há muito negligência quanto a essa temática, e isso pode refletir seriamente no futuro do país enquanto um dos negociadores da COP15 e eventuais conferências nos próximos anos (além é claro nos esforços da sociedade em alcançar níveis dignos de redução de emissão de carbono).
Como mencionei em um artigo que publiquei ontem [em inglês], precisamos, no entanto, pensar mais em como discutir as ações concretas e as discussões políticas que vão refletir seriamente na sociedade e no cotidiano das pessoas. Tenho consciência de que manifestações como a de ontem são fundamentais pelo seu caráter simbólico, mas temos de começar a valorizar o significado de nossas palavras e começar a agir efetivamente em prol de um planeta mais saudável.
Como é bastante divulgado, o Brasil tem um enorme potencial em relação à produção de energias renováveis, como a eólica, a solar, os biocombustíveis, entre outros. Contudo, todo o debate acerca da utilização dessas novas fontes de energia se limitam a saber qual a que menos lança CO2 na atmosfera, o que é um claro reducionismo e, no senso comum, essas novas formas de origem energéticas são, praticamente, postar num altar. Mas, gostaria somente de comentar sobre a produção de biocombustíveis.
Com a demonização do petróleo (relativa, vide a questão do pré-sal), vimos, de uns 3 anos para cá, aumentar bastante a intenção de produzir energia a partir da plantação de algumas culturas, como a cana-de-açúcar, o milho, a soja, mamona, entre outros.
Muito se fala dos benefícios ambientais que teríamos com a gradativa substituição do petróleo (como combustível) pelos combustíveis de origem vegetal que chegamos a pensar que essa “nova” – para o mundo, não para nós – fonte de energia é a salvação do mundo contra o aquecimento global antropogênico. Benefícios esses que são, principalmente, a menor emissão de gases estufas na atmosfera.
Mas, agora, deixando de lado os “benefícios” do que os “prejuízos” desse tipo de produção de energia, finalizo o post com um questionamento: como considerar essa energia como limpa e fazer tanto marketing sobre ela se a mesma causa, entre outras coisas, intensificação das monoculturas; degradação dos solos pela intensa exploração; grande utilização de agrotóxicos; a prática de queimadas; aumento do desmatamento e o avanço para áreas no Cerrado e na Amazônia; destinação de produtos que eram pra alimentação para produção de energia; aumento dos preços dos alimentos (como ocorreu um tempo atrás por causa de uma atitude dos EUA); intensificação das relações de conflitos no meio agrícola; manutenção de um sistema agrário colonial, etc.?
Olá, esse é meu primeiro post oficial como um dos autores do blog. Já contribuí com o post Desenvolvimento Sustentável: Os Resíduos da Construção Civil e recentemente o Diêgo me convidou para escrever regularmente no blog. Isso será um desafio, já que é uma nova experiência para mim. Espero poder contribuir de forma significativa com o blog.
É visível e concreto o quão maltratado está o nosso Meio Ambiente. Um fator que exemplifica essa afirmação é o clima terrestre, que não enlouqueceu, está apenas apresentando os resultados da ação dos seres humanos, que poluem e desmatam, sem a menor consciência de seus atos. Mas não é hora de procurarmos um culpado, e sim, de procurarmos soluções que visem a recuperação do que já foi causado, e a proteção do que ainda existe.
Lidar com o Meio Ambiente exige boa dose de paciência e compreensão. Resultados não são obtidos imediatamente, são obtidos ao longo de anos, décadas, séculos. O importante é nunca deixar de lutar por essa causa, e repassar a maior quantidade de informação, no intuito de educar e reeducar a sociedade, diante dos problemas ambientais que estamos enfrentando.
Não há uma solução única para que todos os problemas ambientais sejam resolvidos. Atos e gestos simples, podem ganhar proporções extraordinárias. O fundamental é que cada um perceba a sua importância nessa luta e faça a sua parte.
“Tudo é tão pequeno afinal…tudo é tão pequeno afinal…”
A questão ambiental é transversal e perpassa por todos setores da organização da sociedade, prender a complexidade na pasta “meio ambiente” seria um “crime” ao desenvolvimento de eficiências ambientais.
Podemos afirmar que deixamos de cometer esse “crime” em grande parte das políticas implementadas pelo governo Lula, porém a implementação de políticas ambientalmente responsáveis e eficientes no desenvolvimento do PAC (Programa de aceleração do crescimento) ainda é um desafio ao modelo de crescimento adotado pelo governo.
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